#festivais
- 23 de jun. de 2017
- 2 min de leitura

Lissandro Nogueira e Eduardo Escorel. Foto: Bruno Peres
Não faz muito tempo que a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) catalogou Terra em Transe, de Glauber Rocha, como um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Nesta manhã (23), durante a programação paralela do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, debateu-se os 50 anos do longa-metragem. A mesa-redonda mediada por Lisandro Nogueira, recebeu o cineasta Eduardo Escorel para discutir sobre o tema. De acordo com os pesquisadores, em certos momentos do cinema, a utilização da sétima arte como porta-voz de manifestos políticos é de suma importância, porém é preciso precaução com as consequências de tal combinação ideológica. “O filme pode ter mudado a percepção de alguns espectadores dentro do cinema, mas ele não mudou nada no Brasil”, explica.
Esse ponto de vista acontece com a proximidade do público com os personagens de Terra em Transe. “Acredito que o cinema não tem esse poder de modificar as pessoas ou a sua realidade por conta da identificação vista em tela. Porém, acredito que pode ocorrer uma mudança no cinema”, comenta o diretor, que participou do processo de montagem da obra de Glauber Rocha. As consequências de Terra em Transe Quando se fala dos avanços cinematográficos do Brasil, uma retrospectiva é feita, principalmente na filmografia de Glauber Rocha, pois o cineasta teve reconhecimento internacional com o Festival de Cannes. Por isso, uma das discussões da mesa foi quais foram os reflexos dessa conquista. E se isso influenciou no modo de produzir cinema no País. “Infelizmente há um desperdício enorme de recursos da Ancine. Um local enorme onde não é visto produções autênticas de cinema. Ainda acho que é ingenuidade acreditar que podemos competir com padrões cinematográficos americanos”, finaliza.


Comentários