#músicaDoFica
- 24 de jun. de 2017
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Foto: Eraldo Peres
Em sua infância, um menino enchia os olhos de admiração ao ver adultos tocando viola. Ao notar toda essa gente viva por música, sua vontade de ser um deles aflorou. O pai dessa criança nutriu o seu amor dando o instrumento para o menino chamar de dele. O pequeno, mesmo com as limitações de um aprendiz solitário, aprendeu as notas, tonalidades e ritmos de ser um violeiro. Hoje, este garoto se tornou o violeiro Saulo Barros, goiano que cresceu na Cidade de Goiás, toca como se fosse a primeira vez, com encanto ilimitado.
"Lembro que aqui na cidade, tinha uma calçada enorme, em que músicos deixavam suas casas para tocar nesta calçada. Ao cair da noite, o local estava cheio de gente cantando e dançando ao som da viola", relembra Saulo sobre suas primeiras memórias com a viola, que atualmente vive em Goiânia, mas quando pousa na cidade, é recebido com muito fervor do moradores.

Nesta manhã de sábado, durante a programação do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, Saulo cantou ao lado de Geraldo Cunha - apelidado pelos moradores de Pelézinho - no Mercado Municipal, que ganhou uma reforma inspiradora. Pelézinho, hoje com 55 anos, pegou na viola aos 40, quando percebeu que tudo aquilo que os músicos faziam era algo que precisava fazer. "Assim como Saulo, eu também cresci vendo a cidade rodeada de violeiros e por acompanhar muito eu decidi: minha vez de tocar ao lado destes mestres", comenta. Violeiro Saulo Barros. Paixão inesgotável pela viola. Foto: Eraldo Peres
Bar dos artistas
Há 15 anos, o Mercado Municipal da Cidade de Goiás mantinha a programação fixa do evento chamado Bar dos Artistas. De acordo com Saulo, os frequentadores e propagadores de ritmos traziam seus instrumentos que variavam desde pandeiros até saxofones. "Era uma alegria muito contagiante, mas com o passar dos anos, isso foi dissolvendo. Não por desinteresse, mas porque alguns músicos mudavam da cidade ou tinham outras prioridades, mas nunca perdendo o amor pela viola, destaca o goiano.

A reunião de músicos acontecia todos os sábados pela tarde e domingo de manhã, o principal precursor da manifestação artística foi Mauro do Silveiro, que atualmente tenta reerguer o projeto musical. Neste encontro de violeiros no Mercado Municipal comprova que a cidade não é apenas populada por cidadões, mas por gente que acredita na arte e faz de tudo para conservar a cultura da Cidade de Goiás.
Sr. Geraldo ou Pelezinho, paixão tardia, mas também ilimitada.
Foto: Eraldo Peres


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