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#noscinemas

  • 7 de jul. de 2017
  • 2 min de leitura

Não existia muita credibilidade de narrativa quando Sam Raimi escalou Tobey Maguire como Peter Parker, aliás o ator tinha 25 anos. Menos ainda - mesmo com os traços mais joviais - quando Marc Webb escalou Andrew Garfield para o reboot O Espetacular Homem-Aranha, pois o ator tinha 29 anos no lançamento. Isso dificultava porque o herói é adolescente. Essa convicção pode ser invertida com a escalação de Tom Holland, que atualmente tem 21 anos. Uma das melhores qualidades de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, que estreia hoje nos cinemas.


Tom Holland, de O Impossível, a melhor personificação do cabeça de teia


Simular o universo adolescente era a habilidade singular que John Hughes tinha em suas comédias oitentistas. Não é preciso ir muito longe na filmografia, Curtindo a Vida Adoidado e Clube do Sete são exemplos de como a juventude era um campo empírico em que Hughes se fascinava com muita facilidade. Com tantas adaptações de quadrinhos, não existe outro segredo senão reinventar. Como Mulher-Maravilha ou Guardiões da Galáxia.


E neste momento, Homem-Aranha: De Volta ao Lar é o melhor exemplo. Se Mulher-Maravilha quebrou paradigmas com o engajamento feminista, o longa-metragem protagonizado por Tom Holland incorpora esse espírito juvenil que há muitos anos não era visto no cinema. Como citado, apenas Hughes se dispunha de tanta energia. Característica em que o diretor Jon Watts soube ministrar com muito esmero.


Tal análise não tira o mérito dos filmes anteriores de Sam Raimi, muito menos os protagonizados por Emma Stone e Andrew Garfield, que até tinham uma singeleza genuína. Incluir este adereço numa película em que a espinha dorsal é são os impasses, paradigmas e desafios coming-of-age, foi algo em que qualquer outra adaptação do cabeça de teia não teve os culhões.


O Clube do Sete, uma das maiores influências de Homem-Aranha: De Volta ao Lar


Watts, de fato, inclui tantas referências de Hughes que serve de didática para quem não conhece os 1980 e, além disso, preenche na tela um sentimento de nostalgia que havia se perdido com comédias anteriores. E se existe um detalhe que ofusca esse brilhantismo é a validade expirada de Homem de Ferro. Se não Robert Downey jr evitasse seus surtos narcisistas, Homem Aranha: De Volta ao Lar seria a melhor adaptação do ano.












 
 
 

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